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Café com a Gazeta

Alvo do Master, Moraes pauta ação que limita as delações

O ministro Alexandre de Moraes reativou um antigo processo no STF. Segundo os autos, a ação de 2021 contesta os limites das delações premiadas. Nesse contexto, o magistrado tomou a decisão após o avanço das negociações de Daniel Vorcaro. Atualmente, o empresário discute um acordo de colaboração com a Justiça. Por isso, Moraes incluiu o caso na pauta da Corte na última segunda-feira. Inicialmente, advogados ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) protocolaram esse questionamento. Dentre eles, destacam-se o ex-presidente dos Correios Fabiano Santos e os juristas Lenio Streck e André Trindade.

Especialistas interpretam essa iniciativa judicial como uma manobra preventiva. Na prática, Moraes tenta limitar o alcance das eventuais revelações do dono do Banco Master. Afinal, as futuras declarações do empresário poderiam afetar diretamente o próprio ministro do STF. Além disso, essa atitude repete o padrão de uma decisão recente do magistrado. Recentemente, ele emitiu uma liminar para restringir o uso de relatórios financeiros do Coaf. Dessa forma, Moraes sinaliza um forte esforço para criar novos marcos jurídicos. Com isso, o ministro busca condicionar a validade de provas e depoimentos em investigações sensíveis.

Alcolumbre articula com Motta votação de veto ao PL da Dosimetria

O presidente do Senado anunciou um encontro estratégico. Logo, Davi Alcolumbre pretende se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Nesse encontro, os líderes vão agendar uma sessão conjunta do Congresso Nacional. Afinal, o objetivo principal é deliberar sobre diversos vetos presidenciais pendentes. Especialmente, o plenário avaliará a decisão de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o PL da Dosimetria.

Anteriormente, o chefe do Executivo vetou esse projeto totalmente em 8 de janeiro deste ano. Na prática, a proposta prevê a redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o texto beneficia diversos condenados por envolvimento em atos contra a democracia. Inclusive, a medida legal abrange os responsáveis pelos episódios de vandalismo em Brasília em 2023. Agora, o Legislativo decidirá se mantém ou derruba a barreira imposta pelo presidente Lula.

Master pagou milhões a escritórios de políticos e ex-ministros

A Receita Federal enviou novos dados sigilosos à CPI do Crime Organizado. Com base nesses documentos, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma grande denúncia nesta quarta-feira (8). Segundo a reportagem, o Banco Master declarou pagamentos milionários a figuras políticas. Especificamente, a instituição beneficiou escritórios de advocacia e empresas de diversos partidos. Na lista, aparecem nomes fortes como Michel Temer, Antonio Rueda e ACM Neto. Além disso, os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten e Henrique Meirelles receberam repasses. Igualmente, as transferências financeiras alcançaram Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF.

De acordo com o jornal, o banco de Daniel Vorcaro movimentou altas quantias. Por exemplo, a instituição financeira pagou R$ 10 milhões ao escritório de Temer em 2025. Entretanto, o ex-presidente do Brasil contestou esse valor milionário para a equipe da Folha. Em sua defesa, o político emedebista afirmou ter recebido apenas R$ 7,5 milhões. Para esclarecer, a sua equipe dividiu esse montante em parcelas de R$ 5 milhões e R$ 2,5 milhões. Por fim, Temer justificou que esses pagamentos cobriram serviços corporativos de mediação.

Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta quinta-feira (09)

  • MARTHA GRAEFF DIZ QUE MENSAGENS VAZARAM PARA ESCONDER ALVOS DO MASTER;
  • GALÍPOLO DEPÕE EM CPI VAZIA SOBRE O ESCÂNDALO DO BANCO MASTER;
  • CCJ DO SENADO CONTRARIA STF SOBRE FALAS DE ENTREVISTADOS EM JORNAIS;
  • LULA ATACA STF E TENTA DESVINCULAR SUA IMAGEM DA DE ALEXANDRE DE MORAES.

O Café com a Gazeta do Povo vai ao ar das 07h às 10h, no canal da Gazeta do Povo no Youtube.

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