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Promessa de 2022

De olho na eleição, Lula avalia liberar FGTS para reduzir dívidas dos brasileiros

De olho na eleição, Lula avalia liberar FGTS para reduzir dívidas dos brasileiros
Redução do endividamento foi promessa de Lula em 2022. Segundo a CNC, o percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O governo Lula (PT) avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo prepara um pacote de medidas para reduzir o endividamento dos brasileiros.

“Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, disse Durigan.

O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março. Este é o maior índice da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento foi divulgado nesta terça.

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A redução do endividamento das famílias brasileiras era uma proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha de 2022. Em outubro daquele ano, o petista prometeu renegociar as dívidas de 80 milhões de pessoas no país e baratear o crédito.

“Além de gerar emprego e acabar com a fome, vou renegociar a dívida de 80 milhões de pessoas nesse país. Temos praticamente 80% das pessoas endividadas, com dívida de no máximo até R$ 4 mil, e que as pessoas não podem pagar mais”, afirmou o então a jornalistas durante sua passagem por Aracaju (SE).

“Os bancos, além da taxa de juros ser escorchante, quando você pegou R$ 100, tem uma quantidade de penduricalhos que triplica a dívida e você não consegue sair mais. Vamos negociar com a Febraban para fazer um acordo", disse Lula na ocasião.

Entre 2023 e 2024, o governo implementou o Desenrola Brasil para renegociação de dívidas. Segundo o Planalto, o programa beneficiou mais de 15 milhões de pessoas com a negociação de R$ 53 bilhões em dívidas.

A seis meses das eleições de 2026, o presidente, que tentará a reeleição, busca formas de reduzir a rejeição. Além disso, o governo anunciou nesta segunda (6) um pacote para conter a alta dos combustíveis diante do aumento do valor do petróleo causado pela guerra no Irã.

Entre as medidas estão a ampliação da subvenção ao diesel importado, ao gás de cozinha (GLP) e ao querosene da aviação (QAV) e um projeto de lei para punir quem aumenta de forma abusiva o valor desses produtos.

Pacote contra endividamento

O plano também prevê ampliar o acesso ao crédito e deve atender principalmente pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas, informou a Agência Brasil.

Entre as medidas analisadas estão a concessão de garantia da União para renegociação, o que pode reduzir os juros, e descontos de até 80% sobre o valor total das dívidas.

Outra frente é a criação de restrições para apostas online, as bets, para beneficiários do programa, como forma de evitar novo endividamento. A proposta também deve contemplar pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, permitindo a migração para linhas de crédito mais baratas.

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