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Endividamento

Lula deve lançar novo Desenrola quando voltar da Europa, diz Durigan

Ministro diz que programa ainda está sendo desenvolvido, mas previsão é de que FGTS seja usado para socorrer indicador de endividamento.
Ministro diz que programa ainda está sendo desenvolvido, mas previsão é de que FGTS seja usado para socorrer indicador de endividamento. (Foto: Cadu Gomes/VPR)

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O presidente Lula (PT) deve lançar oficialmente um novo programa de renegociação de dívidas após voltar de uma viagem oficial à Europa, o que deve ocorrer na próxima terça-feira (21). A avaliação é do ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan.

"Ainda estamos terminando de desenhar o programa e vamos apresentar ao presidente. Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento", afirmou, nesta segunda-feira (13).

O Desenrola Brasil, primeira tentativa de Lula para reduzir o indicador de endividamento em ano eleitoral, renegociou R$ 58 bilhões em dívidas, atingindo mais de 15 milhões de pessoas. O diagnóstico, porém, não foi positivo. Dados do Banco Central (BC) revelam que, para cada R$ 1 negociado, surgiu R$ 1,15 em novas dívidas.

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Com o atraso em 15% do total acordado via Desenrola, o governo pretende, agora, criar mecanismos para evitar o reendividamento. O risco segue sendo de uma ampliação dos custos com juros diante de novos refinanciamentos.

Há, ainda, outra frente no radar. A equipe econômica estuda permitir que os trabalhadores utilizem seus saldos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar as dívidas, com impacto estimado em R$ 7 bilhões no dinheiro dos endividados que iria, com isso, dos cofres públicos aos bancos.

Logo após o encerramento do Desenrola, o Serasa registrou a marca de 81,4 milhões de inadimplentes, maior patamar desde 2020, período da pandemia, e superior aos 72,9 milhões do cenário encontrado pelo governo no início.

A viagem de Lula terá como destinos Espanha, Alemanha e Portugal. O presidente quer reforçar seu apoio para que a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet seja eleita secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Presidentes de estatais e 15 ministros comporão a comitiva.

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