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Responsabilidade

Presidente da CVM diz que BC tenta “ficar melhor na foto” na apuração sobre o Master

Accioly aponta responsabilidade do órgão monetário sobre escândalo envolvendo créditos fraudulentos.
Accioly aponta responsabilidade do órgão monetário sobre escândalo envolvendo créditos fraudulentos. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

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O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, defendeu a instituição e disse que, enquanto o órgão sofre ataques injustos da opinião pública sobre o caso Master, o Banco Central (BC) estaria "tentando ficar melhor na foto". A declaração ocorreu nesta segunda-feira, durante seu discurso de abertura em um evento da seccional do estado do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) que homenageou os 50 anos da CVM.

"O colegiado do qual faço parte, a gente julga, aprova a regulação, mas o mérito de todos os esforços que foram feitos e que essas tentativas de aquela coisa de 'a culpa é minha eu boto em quem quiser', né? Aí de Banco Central, essas coisas assim, tentando ficar melhor na foto, então assim, o mérito de todos os esforços que a CVM tem feito é do seu corpo de carreira e do funcionamento que ela vem se esforçando para ter", declarou Accioly.

A CVM é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Suas funções incluem, por lei, a auditoria de empresas de capital aberto, além da administração da custódia das carteiras de crédito, justamente o núcleo das fraudes no Banco Master.

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O BC também é uma autarquia, mas não está vinculada à Fazenda. Suas funções incluem a emissão de moeda (a Casa da Moeda apenas operacionaliza a impressão de dinheiro em espécie), controlar a inflação e estabelecer normas para garantir que os bancos estejam em condições de funcionamento. Faz parte desta última atribuição o poder de decretar as liquidações extrajudiciais.

O Master foi a primeira de 14 instituições liquidadas desde novembro de 2025. Outras três ainda estão com o procedimento em aberto, a mais antiga (Banco Rural S.A.) desde 2013. Ao todo, a série histórica registra 762 liquidações desde 1968, a maior parte delas (174) de administradoras de consórcios.

Em meio ao escândalo do Master, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que a fiscalização de fundos de investimento passasse a ser uma obrigação do BC, e não mais da CVM. Accioly chegou ao cargo de presidente interino após um grupo de trabalho identificar problemas na fiscalização, o que contribuiria para a demora nas apurações e responsabilizações.

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