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“Você gastou dinheiro de doação com p*** ” — Renan Santos, coordenador do MBL e pré-candidato à presidência (Missão-SP) acusando Gabriel Costenaro, militante ex-MBL de frequentar casas de prostitução. Olha... realmente, esse é o tipo de coisa que mancha uma reputação para sempre. A do lupanário, nesse caso.
“A gente precisa muito de uma pessoa como o Lula neste momento” — Letícia Sabatella, atriz. Digamos que o Brasil precisa do Lula tanto quanto precisa das opiniões dos artistas.
“Na prática, nada na minha vida mudou” — Rachel Denti, designer da camisa da Seleção que imortalizou o “Vai, Brasa!”. E agora, Rachel? A campanha acabou, o pai não voltou, o povo sumiu, a brasa esfriou... e agora, Rachel?
“Há momentos em que os sinais não vêm de dentro, mas de fora, quase como um chamado difuso. Quando a convergência acontece longe das estruturas formais, talvez a decisão deixe de ser apenas orgânica” — Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul (PSD), quando ainda nutria esperanças de uma campanha presidencial. Governador, eu procuraria um gastro, isso tá com cara de disenteria amebiana.
“Tá pra nascer um homem que vai me direcionar e me fazer de mim [sic] uma marionete” — Simone Tebet, ex-ministra do Desenvolvimento e pré-candidata ao Senado (PSB-SP), rebatendo acusações de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo , de que sua candidatura faria as vontades de Lula. Discurso forte, empoderado... mas quem te mandou dizer isso foi o Lula ou o Sidônio?
“Temos que mostrar que somos antissistema” — Edinho Silva, o “Itambé” da planilha da Odebrecht e presidente do PT. Olha, isso vai dar muito trabalho... Por que vocês não focam em algo mais fácil, tipo provar que são antissemitas?
“No contesto [sic] dos fatos relatados...” — Alexandre Barci de Moraes, ministro do Supremo (STF-SP), em mais um erro crasso de português em decisão oficial. Saudades do tempo em que os ministros do STF só não passavam na prova para juiz. Hoje em dia, não passam nem na do Mobral.
“Não considero os bolsonaristas de direita, eles não são conservadores. Quem foi conservador? Lula, que junto com todos nós e o STF, segurou a nossa democracia. Isso é ser conservador” — Soraya Thronicke, senadora (Podemos-MS). Realmente, Lula conservou o “toma lá, dá cá”, os conchavos e aquela velha fachada de normalidade institucional tão cara à nossa democracia. Um verdadeiro gigante do conservadorismo.
“Embora essa decisão desencante a mim, eu não vou discutir, mas isso não significa ausência de comunicação” — Eduardo Leite, após ser descartado como candidato à presidência pelo PSD. Cuidado, Kassab... a última vez que o Leite ficou “desencantado” assim foi quando descobriu que não ganharia um pônei de aniversário. O trauma foi tão grande que o pai dele chora no banho até hoje.
“Eu tô precisando trocar [de avião], e tô orando a Deus para me abrir portas porque eu preciso de um avião mais novo” — Silas Malafaia, pastor evangélico, pedindo doações. Ele nem está pedindo muito... talvez umas trinta moedinhas de prata já resolvam o problema. Tudo na mais perfeita tradição bíblica.
“O novo sistema de mísseis se chamará ‘Escudo de Aquiles’ e custará €3 bilhões” — informa o Ministério da Defesa da Grécia. Só nos resta esperar que o sistema não tenha nenhuma vulnerabilidade fatal.
“Fiz mais que o Ministério das Mulheres todinho” — confessou José Múcio, ministro da Defesa, sem perceber que o microfone estava ligado. E ele não está de todo errado. As Forças Armadas pelo menos ainda pintam meio-fio e capinam um lote; já a mulher moderna mal sabe fritar um ovo ou passar uma camisa.
“Lula terá mais relevância para a história do que Getúlio Vargas” — Fernando Morais, biógrafo de Lula. A diferença é que um saiu da vida para entrar para a História, e o outro saiu da História para cair na vida.
“Presidenta [sic] do México doa quase R$ 6 mil de sua conta pessoal para ajudar Cuba” — informa a Carta Capital, panfleto de DCE para aposentados. Pode parecer pouco, mas essa pequena fortuna dá para agendar uma audiência privada com a megaestrela do direito internacional Vivi Barci de Moraes. Por cinco minutos. Uísque não incluído.
“Eu não gosto de bibliotecas, então minha biblioteca presidencial na verdade será um hotel em Miami” — Donald Trump. Pelo amor de Deus, não deem ideia. Daqui a pouco o Lula decide fazer a biblioteca dele num boteco no ABC. E o Temer, numa casa de massagem na Vila Mimosa.
“Será um fato inédito na história do Brasil alguém ser tetra” — Lula, ameaçando cometer um quarto mandato contra o povo brasileiro. Inédito mesmo seria um mandato sem escândalo de corrupção. Mas esse é um recorde que ele não faz muita questão de perseguir.
“Meu nome é Silvio Almeida e eu sou um homem inocente” — Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, se defendendo de acusação de importunação sexual. O pronunciamento foi feito em 1º de abril. O que é a única coisa que faz sentido nessa história toda.
“Bolsonaro teria sido reeleito se tivesse apoiado a vacinação e uma conduta correta na saúde do Brasil” — João Doria, candidato derrotado à presidência. Se o Doria sabe tão bem como vencer uma eleição, por que ele não é presidente?
“Vocês são as pessoas honestas que vocês querem que eu seja” — Lula, em mais um comício de pré-campanha. Alguns dizem que foi um ato falho. Outros, apenas um deslize. Mas convém lembrar que na primeira eleição direta da História, Barrabás venceu no primeiro turno. Então talvez esse apelo ao povo seja apenas uma estratégia de campanha.
“Eu estuprei corruptos como vossa excelência, que roubaram o Brasil! Ladrão! Seu lugar é na prisão! Seu cafetão, usuário de drogas!” — Alfredo Gaspar, deputado federal (PL-AL), rebatendo o colega Lindbergh Farias (PT-RJ), que o acusou de cometer um estupro. O “Lindinho” é deputado pelo PT e amancebado com a Gleisi. Para ofender um guerreiro desses, vossa excelência vai ter que se esforçar bem mais.
“A questão é simples de se resolver, basta que o deputado se disponha a fazer o exame de DNA. Caso não seja ele, pedirei desculpas em público pelo constrangimento causado” — Soraya Thronicke, também acusando o deputado Alfredo Gaspar. Cuidado com essa moda de exigir provas para refutar fofocas, senadora. Até onde eu sei, a ciência ainda não inventou um teste que comprove que a senhora não faz o que as más línguas dizem que faz.
“Ele perguntou se eu era acompanhante. Me apresentou a mãe dele na hora. Ele trouxe a mãe para conhecer Brasília, ela me elogiou” — Lívia Borges, profissional do sexo, relatando encontro com o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) que terminou em confusão. Existem poucas coisas na vida mais constrangedoras do que apresentar uma garota de programa para a própria mãe. Uma delas, imagino eu, seria apresentar a Soraya Thronicke.
“Não consigo entender, por que deu tanta repercussão? Por que o deputado federal veio da favela e tá em Brasília? Será que é por causa do trabalho que a gente faz?” — Luciano Alves, dando a sua versão da história. Um absurdo essa perseguição. Afinal de contas, ele estava apenas organizando um autêntico programa em família. Levou até a mãe.
Sem Comentários
“Uma mulher não é apenas sua genitália” — Erika Hilton, membro da Câmara dos Deputados (PSOL-SP).
“A todos que hoje comemoram o ‘Dia da Visibilidade Trans’, eu desejo sinceramente que encontrem a ajuda que precisam” — Nancy Mace, deputada americana.







