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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou nesta segunda-feira (6) a morte do seu chefe de Inteligência, Majid Khadami, em um ataque israelense, conforme havia informado anteriormente o governo de Israel.
“O destacado e respeitado chefe da Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária alcançou a elevada honra do martírio”, informou o corpo militar de elite do Irã em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
Pouco antes da confirmação iraniana, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, havia anunciado a morte de Khadami em um ataque de Israel contra o regime de Teerã, afirmando que se tratava de “um dos três altos comandantes da organização”.
Khadami, que detinha o posto de general de divisão, havia sido nomeado responsável pela Inteligência da Guarda Revolucionária em junho de 2025, após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, no conflito do ano passado com Israel.
A confirmação da morte de Khadami ocorre após um fim de semana em que os Estados Unidos, que iniciaram ao lado de Israel uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, e o regime de Teerã elevaram a retórica.
“Terça-feira [7] será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p* do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno - AGUARDEM PARA VER! Louvado seja Alá”, escreveu o presidente americano, Donald Trump, na rede Truth Social.
O estreito mencionado pelo mandatário republicano é o de Ormuz. Por esta passagem, fechada quase totalmente pelo Irã desde o início da guerra, transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo antes do conflito.
Trump tem reafirmado que vai “aniquilar” instalações de energia iranianas caso o estreito não seja liberado e agora também incluiu pontes do Irã como alvos preferenciais – na quinta-feira (2), já foi destruída a ponte B1, que estava perto de ser concluída e seria uma ligação entre Teerã e a cidade de Karaj. Com 1.050 metros de altura, seria a mais alta do Oriente Médio.
Após a primeira mensagem, Trump escreveu na Truth Social que o prazo para reabertura de Ormuz vence às 21 horas de Brasília de terça-feira, o que representou um novo adiamento do ultimato americano para que a passagem seja desbloqueada – antes, o presidente republicano havia estabelecido que o prazo venceria em 27 de março e depois postergado para a noite desta segunda-feira.
Mehdi Tabatabaei, assessor de comunicação da presidência iraniana, escreveu no X que o Estreito de Ormuz “só será reaberto quando, sob um novo regime jurídico, os danos causados pela guerra imposta forem totalmente compensados por uma parcela da receita dos pedágios de trânsito” que o regime quer estabelecer na passagem.
Desde o início da guerra, vários altos oficiais militares iranianos foram mortos, entre eles, o comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o general Mohammad Pakpur, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, o general Abdorrahim Musavi.
Também foram mortos o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e figuras políticas como Ali Larijani, então secretário do poderoso Conselho de Segurança Nacional do regime islâmico.











