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A líder do principal partido da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, viajará nesta terça-feira (7) para a China, onde deve se encontrar com o ditador Xi Jinping, segundo informações da agência Reuters.
A viagem da presidente do conservador Kuomintang (KMT) foi criticada pelo partido governista da ilha, o Partido Democrático Progressista (DPP), já que ocorre em um momento em que Pequim intensifica o discurso de anexar Taiwan enquanto permanece um impasse sobre o aumento dos gastos militares taiwaneses.
O KMT divulgou no domingo (5) um vídeo afirmando que “a paz é o único alicerce para a prosperidade e a esperança para o futuro de Taiwan”, e no mês passado Cheng já havia declarado que a paz com a China “não pode ser alcançada apenas por meio de capacidades de defesa” e que também são necessários meios políticos.
Em resposta, o DPP disse nas redes sociais que o KMT estaria tentando “cooperar com o plano dos comunistas chineses de enfraquecer as capacidades de defesa de Taiwan” e citou que um plano do governo de investir mais US$ 40 bilhões em defesa está travado no parlamento da ilha. Com 54 das 113 cadeiras, o KMT é o maior partido do Legislativo taiwanês.
Taiwan é uma ilha que a China considera parte do seu território, apesar de ser administrada de forma independente desde o final da Guerra Civil Chinesa, em 1949, e Pequim tem reiterado ameaças de anexar a ilha – o que chama de “reunificação”. Em resposta, Taipei tem buscado aumentar os investimentos em defesa.











