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A espaçonave Orion da Nasa tornou-se a missão espacial tripulada mais distante da Terra nesta segunda-feira (6), superando o recorde estabelecido pela Apollo 13, que em 1970 viajou 400.171 quilômetros do nosso planeta.
A cápsula Orion, parte da missão Artemis II, alcançou esse recorde às 12h57, horário central (17h57 GMT), enquanto viajava em direção à esfera de influência da Lua, menos de uma hora antes do início das observações durante a passagem próxima ao satélite natural, de acordo com a agência espacial americana.
A missão também quebrou o recorde de mensagem enviada à tripulação pela maior distância percorrida, quando o diretor de voo da Nasa, Brandon Lloyd, juntamente a outros oficiais espaciais, enviou um e-mail à tripulação, informou a agência.
"Aqui, da 'Cabine da Integridade', enquanto ultrapassamos a maior distância já percorrida por seres humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores na exploração espacial humana", declarou o astronauta canadense Jeremy Hansen.
A missão americana, lançada na última quarta-feira do Cabo Canaveral, na Flórida, e que tem como objetivo orbitar a Lua e retornar à Terra em dez dias, está programada para sobrevoar a Lua às 14h45, horário do leste dos EUA (18h45 GMT), concluindo às 21h20 (1h20 da manhã de terça-feira, GMT).
"Continuaremos nossa jornada, aventurando-nos ainda mais fundo no espaço antes que a Mãe Terra consiga nos trazer de volta a tudo o que nos é caro. Mas, mais importante, escolhemos este momento para desafiar esta geração, e a próxima, a garantir que este recorde não dure muito tempo", acrescentou Hansen.
Durante este sobrevoo, os quatro astronautas a bordo da Orion — Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, da Nasa, e Hansen, da Agência Espacial Canadense — estabelecerão seu próprio recorde de distância da Terra, atingindo 406.777 quilômetros do nosso planeta.
O recorde da Apollo 13 data de 1970, quando a missão que popularizou a frase "Houston, temos um problema" sofreu uma falha técnica que a obrigou a orbitar a Lua, usando sua gravidade para se impulsionar de volta à Terra.
Um dos momentos cruciais da órbita lunar da Artemis II será a passagem dos astronautas sobre o lado oculto da Lua, permitindo-lhes fotografar e observar essa parte do satélite com seus próprios olhos.
A última vez que um ser humano viu esta região da Lua de perto, oculta do nosso planeta pela rotação síncrona do satélite, foi em 1972, quando a tripulação da Apollo 17 se tornou a última expedição a pisar na superfície lunar.
A passagem da Orion — equipada com 32 câmeras — permitirá um estudo mais detalhado do lado oculto da Lua, mas também fará com que os astronautas percam a comunicação com a Terra por cerca de 40 minutos, o tempo que a Lua leva para passar entre o planeta e a espaçonave.
A missão Artemis II deixará a influência lunar na terça-feira, às 13h25, horário do leste dos EUA (17h25 GMT), como parte de seu retorno à Terra.








