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Votação no domingo (12)

Com Orbán ameaçado, Trump e outros nomes da direita se mobilizam por eleição na Hungria

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em encontro em Budapeste nesta terça-feira (7) com o vice-presidente americano, J. D. Vance (Foto: Akos Kaiser/EFE/EPA)

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A Hungria realiza eleições parlamentares no próximo domingo (12) e o primeiro-ministro Viktor Orbán corre risco de ser derrotado e deixar o cargo de premiê, que ocupa desde 2010 – ele também havia governado o país antes, entre 1998 e 2002.

Várias pesquisas têm indicado que o vencedor da disputa deve ser o Tisza, partido de centro-direita liderado por Péter Magyar, que foi integrante do conservador Fidesz, legenda de Orbán, entre 2002 e 2024, mas rompeu com o primeiro-ministro.

Diante disso, líderes da direita mundial têm se mobilizado para manifestar apoio a Orbán e ajudá-lo a vencer no domingo.

Um dos mais entusiastas é o presidente americano, Donald Trump, que em um post na rede Truth Social recomendou o voto no atual premiê húngaro porque, segundo o republicano, Orbán “luta incansavelmente por seu grande país e seu povo, e o ama, assim como eu faço nos Estados Unidos da América”.

Em outra manifestação do total apoio da atual administração em Washington, o vice-presidente americano, J. D. Vance, esteve nesta terça-feira (7) em Budapeste para se encontrar com Orbán.

“A relação e a amizade entre a Hungria e os Estados Unidos são muito importantes para nós”, disse Vance ao premiê, segundo informações da agência Reuters.

“Em parte porque amamos o povo húngaro e esta nação e cultura incríveis, mas em parte porque o presidente ama você, e eu também, porque você é uma parte muito importante do que tornou a Europa forte e próspera”, acrescentou o vice de Trump.

Vance acusou a União Europeia (UE), da qual a Hungria é membro, de tentar interferir na eleição húngara.

“Os burocratas em Bruxelas tentaram destruir a economia da Hungria. Tentaram tornar a Hungria menos independente em termos energéticos. Tentaram aumentar os custos para os consumidores húngaros, e fizeram tudo isso porque odeiam esse cara [Orbán]”, acusou.

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Milei, Meloni e Le Pen manifestaram apoio a Orbán

Em um vídeo de campanha divulgado por Orbán em janeiro, outros líderes mundiais de direita manifestaram apoio ao premiê, que é atualmente o primeiro-ministro há mais tempo no cargo na UE.

Entre os líderes que aparecem no vídeo, estão a francesa Marine Le Pen, a premiê italiana Giorgia Meloni, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente argentino Javier Milei.

“Juntos, defendemos uma Europa que respeita a soberania nacional e se orgulha de suas raízes culturais e religiosas”, declarou Meloni na mensagem.

Pesquisa indica esgotamento do discurso pró-Rússia de Orbán

Porém, analistas acreditam que a mensagem pró-Rússia de Orbán pode estar prejudicando as chances do premiê de vencer no domingo.

Aliado do ditador russo, Vladimir Putin, Orbán é o maior crítico dentro da UE da ajuda militar e financeira à Ucrânia, em guerra contra os russos desde 2022.

Ele manteve as importações de energia da Rússia, se recusou a permitir o envio de armas para a Ucrânia através do território húngaro, se opôs às sanções da União Europeia ao petróleo e gás russos e resistiu à aprovação de pacotes de ajuda do bloco para Kiev.

Em um discurso em fevereiro, Orbán afirmou que a UE seria uma ameaça maior para a Hungria do que a Rússia.

“Espalhar medo em relação a Putin é primitivo e leviano. Bruxelas, no entanto, é uma realidade palpável e uma fonte de perigo iminente”, disse o premiê.

Uma pesquisa recente da agência Median apontou que 52% dos húngaros acreditam que a Rússia cometeu um ato grave e não provocado de agressão contra a Ucrânia com a guerra iniciada há quatro anos e apenas 33% concordaram com o argumento do Fidesz de que Moscou agiu legalmente para defender os interesses e a segurança russos.

“A mensagem anti-Ucrânia e pró-Rússia do Fidesz está perdendo força”, disse à BBC o pesquisador Endre Hann, da Median.

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