Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Congresso Nacional

BC confirma presença de Galípolo na CPI do Crime Organizado

Galípolo e Campos Neto
Atual e ex-presidente do Banco Central terão de dar explicações sobre autorizações a instituições financeiras envolvidas na fraude bilionária. (Foto: José Cruz/Agência Brasil / arquivo)

Ouça este conteúdo

A assessoria do Banco Central confirmou a presença do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado nesta quarta-feira (8). A reunião do colegiado tem previsão de início às 10h. A participação do dirigente não é obrigatória, já que será recebido na condição de convidado.

Na mesma ocasião, está prevista a presença do antecessor de Galípolo no BC, Roberto Campos Neto, que ainda não confirmou o comparecimento. O convite a Galípolo atende ao requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), motivado por notícias sobre uma reunião no Palácio do Planalto, em novembro de 2024, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou fora da agenda com Daniel Vorcaro e Galípolo. Girão busca esclarecimentos sobre o objetivo do encontro.

VEJA TAMBÉM:

“A oitiva pretendida não se dirige à atividade técnica do Banco Central em si, mas à necessidade de assegurar transparência institucional e afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro, temas diretamente relacionados ao objeto desta CPI”, escreveu Girão no requerimento.

Se confirmada, a presença de Campos Neto atenderá ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento de convocação do titular do BC até o final de 2024. Para Vieira, Campos Neto é uma “testemunha qualificada” para explicar os critérios de idoneidade na fiscalização.

O requerimento recorda que, em 2019, o Banco Central autorizou Vorcaro a assumir o controle do antigo Banco Máxima, que posteriormente seria chamado Banco Master, e cita a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga se servidores da autarquia agiram ilegalmente para proteger os interesses da instituição financeira.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.