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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (3), que ele está em fase pré-operatória para a realização de procedimento cirúrgico no ombro.
A indicação para a cirurgia ocorre em meio à sua recuperação de um quadro agudo de broncopneumonia bilateral, que motivou uma internação hospitalar de duas semanas. O ministro Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro fosse para a prisão domiciliar por 90 dias após a alta.
“O paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido, o que, no momento, restringe a progressão para intervenções fisioterapêuticas mais ativas”, disse o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas.
De acordo com o relatório, avaliações ortopédicas realizadas ainda no ambiente hospitalar identificaram a necessidade de intervenção cirúrgica devido a um quadro de "dor intensa" e limitação funcional no ombro.
Freitas indicou que Bolsonaro apresenta uma amplitude de movimento reduzida, especialmente na abdução do ombro, que está limitada a cerca de 90 graus.
A equipe médica também observou uma assimetria postural, com o ombro direito posicionado abaixo do esquerdo, e diminuição da força muscular. Para viabilizar a cirurgia, Bolsonaro iniciou um programa de fisioterapia domiciliar no dia 30 de março.
Nesta quinta (2), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) comentou sobre as sessões de fisioterapia do ex-presidente para melhorar “a questão do ombro”.
“Ele retomou os exercícios de fisioterapia e também estamos tratando a questão do ombro. O que mais maltrata é o soluço, quando não đá trégua.Mas, graças a Deus, já está há três dias sem. Ele está bem alimentado, fortalecendo a sua fé – e vencerá!”, disse Michelle, em publicação no Instagram.
O fisioterapeuta relatou ao STF que devido às dores não foram implementados exercícios de fortalecimento ou alongamento ativo, destacando o foco na utilização de medicamentos contínuos, laser terapêutico e agulhamento a seco para controlar o desconforto do ex-presidente.
A equipe médica, coordenada pelo cardiologista Brasil Caiado, aguarda a visita do ortopedista Alexandre Firmino Paniago para uma reavaliação detalhada e a definição da conduta final para o procedimento.
A defesa solicitou a inclusão de Firmino na lista de médicos autorizados a visitar Bolsonaro nesta quinta (2).








