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Potencial conflito de interesses

Nunes Marques e esposa viajaram a Maceió em jato de empresa ligada a Vorcaro

TSE de Nunes Marques
Ministro Kassio Nunes Marques, do STF, coleciona episódios relacionados ao Banco Master que sugerem conflito de interesse. (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

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O ministro Kassio Nunes, do Supremo Tribunal Federal (STF), viajou com a esposa para Maceió, em novembro de 2025, em voo particular custeado por uma advogada que atua em processos do Banco Master.

Segundo reportagem do Estadão, o deslocamento teve como destino uma festa de aniversário na capital alagoana e foi realizado em aeronave operada por uma empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco.

Registros de acesso ao terminal executivo do Aeroporto de Brasília indicam que o ministro e a sua esposa embarcaram na manhã de 14 de novembro, pouco antes da decolagem do jato rumo a Maceió.

A aeronave, um Legacy 650 com capacidade para até 17 passageiros, era operada por empresa vinculada à Prime You, grupo que administrava bens de Vorcaro e manteve relação societária com ele até meses antes da viagem.

Em nota, Nunes Marques confirmou a viagem e afirmou que o convite partiu da advogada Camilla Ewerton Ramos, responsável por organizar e custear o voo. Ela é casada com o desembargador Newton Ramos, ex-colega do ministro no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. A advogada também declarou que a contratação da aeronave foi privada, para celebrar seu aniversário com amigos.

A apuração aponta que Camilla atua judicialmente para o Master em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo reportagens, Nunes Marques Filho atuou como advogado em processos que envolvem empresas e pessoas do entorno do banco controlado por Vorcaro. A atuação, em si, não é ilegal, mas ganhou relevância por coincidir com a presença de temas relacionados ao banco em tribunais superiores, o que levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses.

O episódio se soma a outros elementos já revelados pelas investigações, que indicam relações entre pessoas próximas ao ministro e empresas vinculadas ao banco, ampliando suspeitas de possíveis vínculos entre integrantes do Judiciário e o caso.

O Master é alvo de apurações da Polícia Federal (PF) por suspeitas de fraudes financeiras, gestão irregular e lavagem de dinheiro, em um dos maiores escândalos recentes do sistema bancário brasileiro.

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